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Liga Santa

Liga Santa

A Liga Católica (Ligue catholique), também chamada de Santa Liga (Sainte Ligue), foi criada por Henri I de Guise em 1576, durante as guerras francesas entre católicos e protestantes. A liga é anti-protestante e tem como membros entre outros Papa Sixto V, os Jesuítas, Catherine de Medici e Filipe II de Espanha, todos votados a extirpar a heresia protestante da França, de uma vez por todas. ja:旧教同盟

Protestantes

A Reforma Protestante foi um movimento que começou no século XVI com uma série de tentativas de reformar a Igreja Católica Romana, mas que terminou na divisão e no estabelecimento de várias igrejas cristãs, das quais se destacam o Luteranismo (de Martinho Lutero), as igrejas reformadas e os Anabaptistas. A Reforma Protestante tem um intuito moralizador, colocando em plano de destaque a moral do indivíduo (conhecedor agora dos textos religiosos, após séculos em que estes eram o domínio privilegiado dos membros da hierarquia eclesiástica). O biógrafo de João Calvino, o francês Bernard Cottret, escreve: "Com o Concílio de Trento (1545-1563)... trata-se da racionalização e reforma da vida do clero. A Reforma Protestante é para ser entendida num sentido mais extenso: ela denomina a exortação ao regresso aos valores cristãos de cada indivíduo. Uma reforma da vida monástica ou certamente da Igreja, é estendida pelo protestantismo a uma reforma que abrange também os laios". Concílio de TrentoUm elemento comum às igrejas que surgem da Reforma Protestante é esta centralização no indivíduo. Cottret: "A reforma cristã, em toda a sua diversidade, aparece centrada na teologia da salvação. A salvação, no cristianismo, é forçosamente algo de individual, diz mais respeito ao indivíduo do que à comunidade. Pense-se em Lutero: como melhor descrever os receios do irmão Martinho, o monge que se preocupa com a sua salvação, do que no "modus personalis"? "Apenas a experiência e ela só faz o teólogo". Este aforismo de Lutero do ano 1531 caracteriza bem a importância da história pessoal de cada um para a causa reformadora. Lutero não é nenhum fundador de um império, ele é um monge em busca da sua salvação. A sua história "declina-se na primeira pessoa do singular". Como Pierre Chaunu mostrou de forma extraordinária, na quebra da tradição protestante não se trata de uma questão da Igreja mas de uma questão da salvação". O resultado deste movimento religioso é uma mais ferverosa observação dos princípios morais cristãos tais como eles estão expressos na Bíblia. Os movimentos de zelo religioso que têm lugar na Europa do século XVI são para ser entendidos no contexto do efeito multiplicador iniciado pela invenção da imprensa por Gutenberg. Se a bíblia não estivesse agora acessível a cada um, traduzida nas línguas e dialectos locais, compreensível aos Europeu, tal como ela começou a surgir no século XVI, tal zelo religioso não teria sido possível. Anteriormente ao século XVI, a bíblia era um manuscrito em Latim, (uma língua dominada por uma minoria) do qual havia poucas cópias, que se encontravam fechadas nos conventos e nas igrejas, lida por uma elite eclesiástica. A grande maioria da população nunca a tinha lido. No século XVI, ela está disponível em grandes números e nas línguas e dialectos locais. Não é de admirar pois que a religião se torne um tema polémico.

Raízes da Reforma Religiosa


- Papado de Avignon ("Cativeiro Babilónico da igreja"), O Grande Cisma
- Jan Hus, John Wyclif, William Tyndale
- Renascimento do Norte, Erasmo de Roterdã

Início da Reforma


- Martinho Lutero, João Tetzel,Indulgências, 95 Teses, Nicolaus Von Amsdorf
- Exsurge Domine, Dieta de Worms (1521), Guerra dos Camponeses, Confissão de Augsburgo
- Ulrich Zwingli e Zurique
- João Calvino e Genebra
- John Knox e Escócia
- Reformadores radicais -- Müntzer, Anabaptistas, Menno Simon
- Huguenotes

Factor tecnológico fundamental: A recente invenção da imprensa

Por volta de 1450-1455 tinha sido impresso pela primeira vez um livro: uma bíblia. A Biblia Latina, impressa por João Gutenberg, com uma edição de cerca de 150 exemplares, uma revolução tecnológica, certamente, mas que dá início a uma revolução social. Até aqui, na Idade Média, os livros eram copiados à mão. A bíblia era um luxo, exclusivo aos elementos da Igreja. A maioria da população, analfabeta, conhece a Bíblia apenas de forma lacunar, das visitas à Igreja. Nos anos seguintes à invenção da imprensa irão surgir milhares de bíblias em circulação, impressas primeiro em latim, mas também em Grego, e depois em Inglês, Alemão, Francês, e demais línguas e dialectos. Coloca-se agora com maior acutilância a questão de descobrir as versões mais "correctas" da Bíblia, a exegese torna-se uma prática comum. Estamos na era de humanistas como Erasmo de Roterdão. Torna-se também evidente que há uma problemática intrínseca à tradução de textos. Como traduzir a palavra grega "presbyterus" ? "Padre", como pretendem os católicos ? Ou "o mais velho" como pretendem alguns protestantes ? Como interpretar as muitas contradições dos textos bíblicos? Se no passado, quando a Bíblia era um elemento de decoração dos mosteiros e de Igrejas, estas questões não se colocaram com grande urgência, agora que as bíblias apareciam nas estantes das famílias educadas e eram lidas em massa, o tema torna-se mais importante.

Factores Demográficos e Económicos Subjacentes

A revolta histórica produz normalmente uma nova forma de pensamento quanto à forma de organização da sociedade. Assim foi com a Reforma Protestante. No seguimento do colapso de instituições monásticas e do escolasticismo nos finais da Idade Média na Europa, acentuado pela "Captividade Babilónica" do papado de Avignon, o Grande Cisma e o falhanço da conciliação, assistimos no século XVI ao fermentar de um enorme debate sobre a reforma da religião e dos posteriores valores religiosos fundamentais. Este debate passou completamente ao lado de Portugal, demasiado distante do foco onde surgiram estas ideias. A imprensa, inventada na Alemanha por João Gutenberg, foi importante na divulgação destas ideias. As 95 Teses de Martinho Lutero foram imediatamente impressas e divulgadas por todas as regiões de língua alemã, o que contribuiu para a crescente popularidade de Martinho Lutero. Não menos relevante foi a influência da pressão social exercida pela Contra-Reforma, na qual os Jesuítas tiveram um papel de liderança. A Inquisição e a censura exercida pela Igreja Católica foram igualmente determinantes para evitar que as ideias reformadoras encontrassem divulgação em Portugal, Espanha ou Itália, países católicos. Historiadores assumem geralmente que a incapacidade de reformar (grande número de interesses legítimos, falta de coordenação na coligação dos reformadores) poderia levar a uma grande revolta ou revolução, uma vez que o sistema deverá ser gradualmente ajustado ou então desintegrar-se. O falhanço da conciliação levou à Reforma Protestante do ocidente europeu. Estes movimentos reformistas frustrados variam desde o nominalismo, a moderna devoção, ao humanismo, e ocorrem em conjunção com o crescente desagrado perante a riqueza e o poder da elite clerical, sensibilizando a população para a corrupção moral e financeira da igreja.

A Reforma Religiosa e Política na Inglaterra

humanismo] O curso da Reforma foi diferente na Inglaterra. Tinha havido desde há muito uma forte corrente anti-clerical, tendo a Inglaterra já tido o movimento Lollard, que inspirou os Hussitas na Boémia. Mas em cerca de 1520, no entanto, os Lollards não eram já uma força activa, ou pelo menos um movimento de massas. O carácter diferente da Reforma Inglesa deve-se ao facto de ter sido promovida inicialmente pelas necessidades políticas de Henrique VIII. Sendo este casado com Catarina de Aragão e estando apaixonado por Ana Bolena, Henrique solicita ao Papa Clemente VII a anulação do casamento. Perante a recusa do Papado, Henrique faz-se proclamar, em 1531, protector da Igreja inglesa. O "Acto de Supremacia", votado no Parlamento em Novembro de 1534, colocou Henrique e os seus sucessores na liderança da Igreja: os súbditos deveriam submeter-se ou então seriam excomungados e perseguidos. Apesar de uma certa deriva em direcção ao luteranismo, Henrique reafirma a ortodoxia católica através da "Confissão dos Seis Artigos" (1539). Entre 1553 e 1540, sob Thomas Cromwell, a política conhecida como a dissolução dos mosteiros foi posta em prática. A veneração de santos, locais de peregrinação foram atacados. Enormes extensões de terras e propriedades da Igreja passaram para as mãos da coroa e posteriormente da nobreza e das classes altas. Os direitos adquiridos foram uma força poderosa de apoio às dissoluções. Houve muitos opositores da Reforma de Henrique, tais como Thomas More e o Bispo John Fisher, que foram executados pela sua oposição. Mas também existiu um partido crescente de Protestantes genuínos que estavam inspirados pelas doutrinas então correntes no continente. Quando Henrique foi sucedido pelo seu filho Eduardo VI em 1547, os protestantes viram-se em ascendente no governo. Uma reforma mais radical foi imposta, com a destruição de imagens e o fecho de capelas, para além de ter sido revogada a "Confissão dos Seis Artigos". Em 1552, é redigido o novo "Livro de Orações" e promulgada a "Confissão de Fé em Quarenta e Dois Artigos", que aproximava doutrinalmente a Igreja de Inglaterra do calvinismo. Seguiu-se uma breve reacção católica durante o reinado de Maria I (1553-1558). De início moderada na sua política religiosa, Maria procura a reconciliação com Roma, consagrada em 1554, quando o Parlamento vota o regresso à obediência papal. Porém, as perseguições violentas que move aos não católicos e o seu casamento com Filipe II de Espanha, provocam um forte descontentamento na população. Um consenso começou a surgir durante o reinado de Isabel I. Em 1559, Isabel retorna à religião do pai, com o restabelecimento do "Acto de Supremacia" e do "Livro de Orações" de Eduardo VI. Através da "Confissão dos Trinta e Nove Artigos" (1563), Isabel alcança um compromisso entre o protestantismo e o catolicismo: embora o dogma se aproxime do calvinismo, só admitindo como sacramentos o baptismo e a eucaristia, é mantida a hierarquia episcopal e o fausto das cerimónias religiosas. O sucesso da Contra-Reforma no continente e o crecimento de um partido puritano dedicado a estender a Reforma Protestante polarizou a era Elizabetana, apesar de a Inglaterra não ter tido até 1640 lutas religiosas comparáveis às dos seus vizinhos.

A Reforma na Escandinávia

Ainda durante a vida do seu fundador, o luteranismo chegará à Dinamarca, à Noruega e à Suécia. Na Dinamarca, a difusão das ideias de Lutero deveu-se a Hans Tausen. Em 1536, na Dieta de Copenhaga, o rei Cristiano III aboliu a autoridade dos bispos católicos, tendo sido confiscados os bens das igrejas e dos mosteiros. O rei atribuiu a Johann Bugenhagen, discípulo de Lutero, a responsabilidade de organizar uma Igreja Luterana nacional. A Reforma na Noruega e na Islândia será uma consequência da dominação da Dinamarca sobre estes territórios; assim, logo em 1537 ela é introduzida na Noruega e entre 1541 e 1550 na Islândia, tendo assumido neste último território características violentas. Na Suécia, o movimento reformista foi liderado pelo irmãos Olaus e Laurentius Petri. Foi em larga medida uma forma do rei Gustavo I Vasa cimentar o poder da monarquia face a um clero influente, ao qual confiscará os bens que distribui pela nobreza. O rei rompe com Roma em 1525, na Dieta de Vasteras. O luteranismo penetrará neste país de maneira lenta, tendo a Igreja reformada preservado aspectos do catolicismo, como a organização episcopal e a liturgia. Em 1593, a Igreja sueca adoptará a Confissão de Augsburgo. Categoria:Reforma Protestante

Artigos Relacionados


- Protestantes por país
- Protestantismo
- Dissidentes ingleses
- Museu Internacional da Reforma Protestante de Genebra

Apontadores Externos


- [http://www.luteranos.com.br Conheça os luteranos no Brasil (IECLB)]
- [http://www.monergismo.com/ Site com material teológico reformado]
- [http://orbita.starmedia.com/achouhp/historia/reforma_religiosa.htm A Reforma Religiosa]
- [http://www.suapesquisa.com/protestante História da Reforma Religiosa] ja:ジャン・カルヴァン

Papa Sixto V

Sisto V, OFMConv Ordem dos Frades Menores Conventuais Frade Franciscano (Felice Peretti - 13 de Dezembro de 152127 de Agosto de 1590) foi Papa entre 24 de Abril de 1585 e a data da sua morte. Sisto V foi um homem dos tribunais da Inquisição, onde participou com tal severidade e determinação que, sendo conselheiro inquisitorial em Veneza durante o pontificado de Pio IV, o seu inclemente rigor obrigou a que o governo da Sereníssima República solicitasse ao Papa que o chamasse a Roma para se livrar da sua presença. Foi sem dúvida o indicado para salvar a Itália dos bandidos que lá se tinham instalado no pontificado do seu antecessor Gregório XIII. Servindo-se do CardealColonna, perseguiu implacavelmente as quadrilhas de malfeitores nos campos e cidades, e até a ponte de Sant'Angelo se converteu em macabro expositor de cabeças cortadas, de largo efeito dissuasor. Terminada a época de terror dos malfeitores, aproveitou a estrutura de perseguição para punir com igual brutalidade prostitutas, ladrões menores e demais ralé, criando uam imagem de crueldade e o ódio dos seus súbditos. Consciente de que o povo de Roma não lhe haveria de erigir uma estátua depois de falecer, erigiu-a ele próprio no Capitólio, rapidamente demolida pelos romanos. Também virou, como o seu antecessor, a atenção a Inglaterra, procurando derrubar a rainha Isabel I. Havia sido ele quem, em 1569, redigira a bula de excomunhão da rainha, promulgada por Pio V. Procurou unir as nações católcias contra a apóstata mas comprovou que nas cortes europeias o espírito das antigas cruzadas já tinha passado à história, pois eram apenas interesses tangíveis e materiais, e não a defesa da fé, que moviam os governos e as tropas. Convenceu Filipe II de Espanha de que havia razões suficientes para empreender uma guerra contra Inglaterra. O rei de Espanha foi inicialmente contra tal empresa, pois tinha já o seu exército em manobras na Flandres. Mesmo assim, e dada a insistência de Sisto V, deu instruções a Olivares, seu embaixador em Roma, para investigar que tipo de apoio político e económico lhe garantiria o Papa para tal tarefa. Filipe II acabaria por enviar em 1588 a malograda Armada Invencível, a cujo desastre total sobreviveu Sisto V durante dois anos.

Ver também


- Liga católica ja:シクストゥス5世 (ローマ教皇) ko:교황 식스토 5세

Catherine de Medici

Catarina de Medici (13 de abril de 1519 - 5 de janeiro de 1589) foi uma rainha consorte francesa de origem italiana. Nasceu em Florença, filha de Lorenzo de Medici, duque de Urbino, a quem sucedeu com poucos meses. A 28 de Outubro de 1533 casou com Henrique, Duque de Orleans, o segundo filho do rei Francisco I da França, num casamento organizado pelo Papa Clemente VII. Com a morte do seu irmão mais velho, Henrique tornou-se Delfim da França e mais tarde rei. Durante os primeiros anos de casamento, Catarina teve pouca ou nenhuma influência uma vez que Henrique II vivia controlado pela amante Diana de Poitiers. Mas após a morte do marido, Catarina tornou-se regente dos filhos, primeiro Francisco II e depois Carlos IX, e uma das personagens mais influentes das guerras da religião francesas, tendo sido o principal responsável pelo Massacre da noite de São Bartolomeu.

Filhos


- Francisco II, Rei de França (1544-1560)
- Isabel de Valois (1545-1568), casou com Filipe II de Espanha
- Cláudia de Valois (1547-1575), casou com Carlos II, Duque da Lorena
- Luís de Valois (1549)
- Carlos IX, Rei de França (1550-1574)
- Henrique III, Rei de França (1551-1589)
- Margarida de Valois, Duquesa d'Étampes (1553-1615), casou com Henrique III de Navarra, depois Henrique IV, Rei de França
- Francisco, Duque de Alençon (1555-1584)
- Joana e Vitória de Valois (1556)

Ver também


- Massacre da noite de São Bartolomeu
- Tratado de paz de Saint-Germain Categoria:Rainhas de França ja:カトリーヌ・ド・メディシス

Filipe II de Espanha

Filipe II de Espanha (21 de Maio de 1527 - 13 de Setembro de 1598) foi Rei de Espanha, entre 1556 e a sua morte, e Rei de Portugal, como Filipe I a partir de 1580. É conhecido em Portugal pelo cognome de O Prudente. Filho do Imperador Carlos V e de Isabel de Portugal, governou um vasto território integrado por Aragão, Castela, Catalunha, Navarra e Valência, Roussillon, Franco-Condado, Países Baixos, Sardenha, Sicília, Milão, Nápoles, além de territórios ultramarinos na África (Orã, Túnis e outros), na América e na Ásia (Filipinas). Em termos de política externa, obteve uma significativa vitória contra os turcos-otomanos na Batalha de Lepanto (1571). A 25 de Julho de 1554, tornou-se Rei de Inglaterra através do seu casamento com Maria I de Inglaterra. O projecto de união pessoal dos dois países falhou com a morte de Maria em 1558, antes de ter tido um filho de Filipe. Em guerra contra a França, obteve vitórias nas batalhas de Saint-Quentin (1557) e Gravelines (1558). Em 1580, a morte do Cardeal-Rei D. Henrique permitiu-lhe anexar Portugal (e territórios ultramarinos) às suas já vastas possessões, através da sua mãe, a princesa Isabel de Portugal, filha do rei Manuel I. Filipe não procurou intervir na política interna de Portugal e entregou o governo do país a um português de sua confiança. Interesses económicos e religiosos levaram a guerras contra os Países-Baixos, conduzindo à emancipação da Holanda, da Zelândia e do restante das Províncias Unidas. O mesmo ocorreu com relação à Inglaterra, vindo a perder a Invencível Armada (1588), golpe de que a Espanha não se recuperaria. Exemplo de monarca absolutista, o seu governo era exercido com o recurso de Conselheiros e de Secretários Reais, baseados em uma administração fortemente centralizada, marcada por um rigoroso fiscalismo. No plano religioso, recorreu à Inquisição contra o protestantismo em seus domínios. Sob seu governo foi erigido um dos mais importantes monumentos da Espanha - o mosteiro do Escurial, perto de Madrid, que conta com valioso acervo artístico. Em 1559, terminava a guerra de sessenta anos com a França com a assinatura da Paz de Cateau-Cambrésis. Parte do processo de pacificação passou pelo seu casamento com Elizabeth de Valois (1545-1568), filha de Henrique II de França, que por sinal tinha sido prometida ao seu filho Carlos, descendente do seu primeiro casamento com Maria Manuela. Elizabeth deu-lhe apenas duas filhas, permanecendo o rei sem descendentes masculinos. Seria apenas com o seu quarto casamento, com Ana, filha de Maximiliano II do Sacro-Império, que nasceria o herdeiro ao trono, Filipe III de Espanha.

Descendência

De Maria Manuela, sua primeira esposa (1543):
- Carlos de Espanha (1545-1568) De Maria Tudor, rainha de Inglaterra, com quem viria a casar em 1554, não deixou descendência De Elizabeth de Valois:
- Maria Clara Eugênia;
- Isabel Maria Eugênia; De Ana, filha de Maximiliano II do Sacro-Império:
- Filipe III de Espanha


- Ordenações Filipinas
- Árvore genealógica dos reis de Portugal
- Cornelis de Houtman - Espião holandês que esteve em Portugal durante o reinado de Filipe II, e que levou consigo informação sobre as rotas e mapas de navegação no Oriente.
- Madre de Deus o navio português que durante o reinado de Filipe, em 1592, foi capturado por corsários ingleses ao largo dos Açores categoria:Século XVI categoria:Reis de Portugal Categoria:Reis de Espanha Categoria:Reis do Algarve ja:フェリペ2世 simple:Philip II of Spain

Heresia

Uma heresia (do latim haeresis que, por seu lado, vem do grego haíresis que significa capacidade de escolher) é qualquer doutrina cristã contrária aos dogmas da Igreja Católica. Opõe-se, desta forma, à ortodoxia. Por extensão, designa-se por heresia a qualquer desvio de uma religião, credo ou sistema religioso que pressuponha uma doutrina ortodoxa. Da mesma forma, a palavra pode referir-se também a qualquer "deturpação" de sistemas filosóficos instituídos, ideologias políticas, paradigmas científicos, movimentos artísticos, ou outros. Ao fundador de uma heresia dá-se o nome de heresiarca.

Heresia no Judaísmo

Heresia no Cristianismo

Heresias no cristianismo primitivo

Desde Paulo existe um impulso para estabelecer uma uniformidade no cristianismo. Na metade do século II havia grupos não-ortodoxos em Roma, como os fundados por Marcion, Montanus e a gnose de Valentinus. A Prescrição de Tertuliano contra os heréticos e o Contra as heresias de Irineu foram ataques contra os heréticos. O Concílio de Nicéia foi convocado pelo imperador Constantino devido a disputas em torno da natureza da Trindade. A palavra herético adquiriu conotação negativa nessa época, quando o Império Romano impunha o culto a seus deuses, portanto os ataques eram apenas verbais, estando a palavra herético muitas vezes associada a ofensas pesadas. A partir de 325, algumas crenças foram establecidas como dogma através de cânones promulgados pelos concílios. O Credo Niceno atacava os arianos e foi usado por Cirilo para expulsar Nestorius. Irineu lançou os argumentos para a sucessão apostólica, dizendo que não havia ensinamentos secretos no cristianismo, tudo era público. Esta afirmação condenava a gnose e outras crenças no revelação contínua. O asceta espanhol Prisciliano de Ávila foi o primeiro a ser executado por heresia, 60 anos após o Concílio de Nicéia (em 385). Uma das linhas que foi condenada como heresia eram as que divergiam da afirmação de que Cristo era totalmente divino e totalmente humano, e que as três pessoas da Trindade são iguais e eternas. Este dogma só foi estabelecido depois que Arius o desafiou, e mesmo o Novo Testamento só se tornou o que hoje conhecemos no século IV (por Atanásio). Historicamente, houve muitas discordâncias do dogma oficial da Igreja, mas estes só eram condenados quando se tornavam uma ameaça para a autoridade eclesiástica.

Heresia no Islão

Algumas "heresias" importantes na história


- Nestorianismo
- Americanismo
- Donatismo
- Sabelianismo
- Anabaptismo
- Arianismo
- Catarismo
- Gnose
- Sabelianismo Veja também maniqueísmo, uma religião pré-cristão que influenciou os primeiros cristãos, inclusive Agostinho.

Bibliografia


- FALBEL, Nachman. Heresias medievais. São Paulo: Perspectiva, 1999.
- RIBEIRO JUNIOR, João. Pequena história das heresias. Campinas: Papirus. categoria:Conceitos religiosos categoria:cristianismo ja:異端 ko:이단

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