:: wikimiki.org ::
| Gália Narbonense |
Gália Narbonense
A Gália Narbonense foi uma província do Império Romano que abrangia as actuais Provença e Languedoc, na França. Deve o seu nome a uma colónia Narbo Martius (Narbonne) fundada na costa. Fazia fronteira a sudoeste com a Tarraconense, a noroeste e norte com a Gália Aquitânia, a norte com a Gália Lugdunense e a este com os Alpes Marítimos e Alpes Poeninae.
A Gália Narbonense permitia aos romanos controlar as rotas comerciais entre a província da Itália e a Hispânia.
GliaCélulas e fibras do sistema nervoso central que sustentam e preenchem os espaços entre os neurónios. Células específicas também tem funções específicas, como a fagocitose ou a produção de mielina. Pertencem à neuróglia: os astrócitos, os oligodendrócitos e as células da micróglia.
Ver também
- Sistema nervoso
Categoria:sistema nervoso
categoria:citologia
Província romana
Uma província romana era a maior divisão admnistrativa das possessões estrangeiras (fora da península itálica) da Roma antiga. As províncias eram atribuídas por períodos de um ano a governadores originários da classe senatorial, normalmente ex-consuls ou ex-pretores. No início do ano romano (em Março, até às reformas de Júlio César), as províncias eram atribuídas aos governadores por sorteio, na época da República, ou nomeação, no Império. Normalmente, as províncias onde eram esperadas complicações, quer por rebeliões internas ou invasões de povos bárbaros, eram conferidas a homens mais experientes, de grau consular. A distribuição de legiões romanas pelas províncias era igualmente dependente do perigo em que se encontrava. Assim, em 14 d.C., a Lusitânia não detinha nenhuma legião permanente, enquanto que a Germânia Inferior, onde a fronteira do Reno ainda representava um problema, tinha uma guarnição de quatro legiões. As províncias mais problemáticas eram as mais desejadas pelos futuros governadores, pois problemas significavam guerra e na guerra havia a possibilidade de obter despojos, escravos para venda e outras oportunidades de enriquecimento.
A primeira província romana foi a Sicília, anexada pela república em 241 a.C., depois do fim da primeira guerra púnica. Hispania Tarraconensis e Hispania Ulterior, que englobavam a Península Ibérica (Hispânia para os romanos) foram obtidas em 197 a.C., de novo à custa de Cartago, no fim da segunda guerra púnica. Em 147 a.C., Lucius Aemilius Paullus adquire a Macedónia e a destruição de Cartago em 146 a.C. rende a província do Norte de África. Já no período do Império Romano, a Britânia tornou-se numa província depois da invasão comandada por Cláudio em 43, apesar da pacificação completa ter demorado umas décadas a ser obtida.
O número e dimensão das províncias flutuou ao longo da história, de acordo com as políticas da metrópole. Durante o Império, as maiores e mais bem guarnecidas províncias foram subdivididas em territórios mais pequenos, para evitar que um único governador detivesse demasiado poder nas mãos.
Por ordem cronológica de criação.
- 241 a.C. Sicília (Sicilia), província propretorial
- 231 a.C. Córsega e Sardenha (Corsica et Sardinia), província propretorial
- 197 a.C. Hispânia (Hispânia Citerior e Hispânia Ulterior), províncias propretorials
- 167 a.C. Ilíria (Illyrium), província propretorial
- 146 a.C. Macedônia-Aquéia (Macedonia-Achaea), província propretorial
- 146 a.C. África (Africa proconsularis), província proconsular
- 129 a.C. Ásia (Asia), província proconsular
- 120 a.C. Gália (Gália Transalpina, mais tarde Gallia Narbonensis), província propretorial
- 81 a.C. Gália (Gália Cisalpina), província propretorial
- 74 a.C. Bitínia (Bithynia), província propretorial
- 74 a.C. Cirenaica e Creta (Cyrenaica et Creta), província propretorial
- 64 a.C. Cilícia e Chipre (Cilicia et Cyprus), província propretorial
- 64 BC Síria (Syria), província propretorial
- 30 a.C. Egito (Aegyptus), província propretorial, com governador especial chamado Praefectus augustalis
- 29 a.C. Mésia (Moesia), província propretorial
Lista de províncias romanas por volta de 120 d.C.
#Hispânia Bética (Hispania Baetica)
#Lusitânia (Lusitania)
#Hispânia Tarragonense (Hispania Terraconensis)
#Gália Narbonense (Gallia Narbonensis) (era a província romana, cuja etimologia persiste no nome medieval e moderno da Provença)
#Gália Aquitânia (Gallia Aquitania)
#Gália Lugdunense (Gallia Lugdunensis)
#Gália Belga (Gallia Belgica)
#Britânia (Britannia)
#Germânia Inferior (Germania Inferior)
#Germânia Superior (Germania Superior)
#Récia (Raetia)
#Itália (Italia)
#Sicília (Sicilia)
#Córsega e Sardenha (Corsica et Sardinia)
#Alpes Poeninae (Alpes Poeninae)
#Alpes Cottiae (Alpes Cottiae)
#Alpes Marítimos (Alpes Maritimae)
#Nórica (Noricum)
#Panônia (Pannonia)
#Dalmácia (Dalmatia)
#Dácia (Dacia)
#Mésia (Moesia)
#Trácia (Thracia)
#Macedônia (Macedonia)
#Épiro (Epirus)
#Aquéia (Achaea)
#Ásia (Asia)
#Bitínia (Bithynia)
#Galácia (Galatia)
#Licônia (Lycaonia)
#Lícia (Lycia)
#Pisídia (Pisidia)
#Panfília (Pamphylia)
#Cilícia e Chipre (Cilicia et Cyprus)
#Capadócia (Cappadocia)
#Ponto (Pontus)
#Armênia Inferior (Armenia Inferior)
#Sofena (Sophene)
#Osroena (Osroene)
#Comagena (Commagene)
#Síria (Syria)
#Judéia (Iudaea), depois Palestina (Palestina)
#Arábia Pétrea (Arabia Petraea)
#Egito (Aegyptus)
#Cirenaica (incluindo Creta) (Cyrenaica)
#Numídia (Numidia)
#África (')
#Mauretânia (Mauretania)
#Baleares (Baleares)
#Frígia (Phrygia)
#Galícia e Astúrias (Gallaecia et Asturia)
categoria:Roma Antiga
ProvençaA Provença (francês Provence) é uma antiga província francesa próxima à costa do mar Mediterrâneo. Actualmente é parte integrante da região de Provence-Alpes-Côte d'Azur.
Berço de algumas manifestações culturais das mais importantes na Europa, a região foi também onde se originou o movimento religioso herético dos "Albigenses".
Durante a Idade Média, marcadamente, a região se encontrou ligada por laços dinásticos à península Ibérica (Portugal).
Atualmente se destaca sobremaneira pela tradição culinária, que sofrera influências marcantes dos povos que no passado dominaram a região, como gregos, romanos e árabes. Contribui também para a exuberância dessa tradição comensal a riqueza de recursos naturais (ervas aromáticas por exemplo), e a oferta de frutos do mar - bastante utilizados na cozinha provençal.
Categoria: Regiões da França
zh-min-nan:Provence
LanguedocLanguedoc foi uma antiga província de França e agora integra parte da região Languedoc-Roussillon.
Categoria:Geografia da França
Tarraconense
A Hispânia Tarraconense foi uma província romana que suplantou a anterior Hispânia Citerior. A sua capital era Tarragona, na Catalunha. Fazia fronteira a sudoeste com a Lusitânia e Bética e a nordeste com a Gália Aquitânia e Gália Narbonense.
Depois da queda do Império Romano do Ocidente, a província seria dominada pelos Visigodos e mais tarde parcialmente tomada durante a invasão árabe da península. O Cristianismo ficou comprometido em toda a península até ao arranque da Reconquista.
Povos
Os povos nesta região anteriores à invasão romana da península eram os Iberos que, com a mistura de povos Celtas formaram os Celtiberos. Também os Fenícios e Cartagineses teriam instituído colónias ao largo da costa mediterrânica algures entre os séculos VIII e VI a.C.. Mais tarde seria a vez dos Gregos.
Categoria:Províncias romanas
Gália Lugdunense
A Gália Lugdunense foi uma província do Império Romano que corresponde às regiões da Normandia e Bretanha, na França e a área em redor de Lutetia Parisiorum, a actual Paris. A capital era Lugdunum (Lyon).
Fazia fronteira a sudoeste com a Gália Aquitânia, a sul com a Gália Narbonense e a nordeste e este com a Germânia Superior e Gália Belga.
Império Romano, em 14 d.C, e em 117 d.C..]]
O Império Romano é o termo utilizado por convenção para definir o estado romano nos séculos que se seguiram à reorganização política efectuada pelo primeiro imperador, César Augusto. Embora Roma possuísse colónias e províncias antes desta data, o estado pré-Augusto é conhecido como República Romana. A diferença entre império e república é sobretudo ao nível dos corpos governativos. Na república os magistrados supremos eram eleitos, enquanto que o império se caracteriza pela existência de um imperador.
Os historiadores fazem ainda a distinção entre o Principado, período de Augusto à crise do terceiro século, e o Domínio ou Dominato que se estende de Diocleciano ao fim do império romano do ocidente. Segundo esta teoria, durante o Principado (da palavra latina princeps, que significa primeiro), a verdadeira natureza de governo era escondida atrás de conceitos republicanos e os imperadores eram muitas vezes relutantes por falsa modéstia em se assumir como tal. No Domínio (palavra com origem em dominus, senhor), pelo contrário, os imperadores mostravam claramente a sua condição, usando coroas, púrpuras e outros ornamentos imperiais.
O princípio do Império
império romano do ocidente
O surgimento do Império vem como consequência do esforço de expansão crescente de Roma durante os séculos III e II a.C. Segundo alguns historiadores, a população sobre o dominio de roma aumentou de 4 milhões em 250 a.C., para 60 milhões em 30 a.C. o que ilustra como roma teve seu poder ampliado nesse periodo, de 1.5% da população mundial, para 25%. Nos fins do século II a.C., Mário torna o Exército Romano um exército profissional, no qual a lealdade dos soldados de uma legião é declarada ao general que a lidera e não à sua pátria. Este facto, combinado com as numerosas guerras que Roma travou nos finais da República (Invasão dos Cimbros e Teutões, Guerras contra Mitridates, rei do Ponto, entre outras, a culminar nas Guerras Civis do tempo de César e Augusto) favoreceu o surgimento de uma série de lideres militares (Sulla, Pompeu, Júlio César), que, apercebendo-se da força à sua disposição, começam a utilizá-la como meio de obter ou reforçar o seu poder político.
As instituições republicanas encontravam-se em crise desde o princípio do século I a.C., quando Lucius Cornelius Sulla quebrou todas as regras constitucionais ao tomar a cidade de Roma com o seu exército em 82 a.C., para se tornar ditador vitalício de seguida. Sulla resignou e devolveu o poder ao senado romano, mas no entanto o precedente estava lançado.
senado romano
Esta série de acontecimentos culminou no Primeiro Triunvirato, um acordo secreto entre César, Pompeu e Crasso. Tendo este sido desfeito após a derrota de Crasso em Carrhae (53 a.C.), restavam dois lideres influentes, César e Pompeu; estando Pompeu no lado do Senado, este declara César inimigo de Roma, ao que César responde, atravessando o Rubicão e iniciando a Guerra Civil. Tendo vencido Pompeu em Farsalia (Agosto 48 a.C.) e as restantes forças opositoras em Munda (45 a.C.), torna-se efectivamente a primeira pessoa a governar unipessoalmente Roma, desde o tempo da Monarquia. O seu assassinato pouco tempo depois (Março 44 a.C.), às mãos dos conspiradores liderados por Brutus e Cássio, termina esta primeira experiência de governo unipessoal do estado romano.
Cássio de 31 a.C..]]
Por esta altura, já a República tinha sido decisivamente abalada, e após a derrota final dos conspiradores, o surgimento do Segundo Triunvirato, entre Octávio, Marco Antônio e Lépido, e a sua destruição na Guerra Civil seguinte, culminando na decisiva Batalha de Actium (31 a.C.), deixou Octávio como a única pessoa com poder para governar unicamente Roma, tornando-se efectivamente no primeiro Imperador romano, fundando uma dinastia (Júlio-Claudia) que só a morte de Nero (68 d.C.) viria a terminar.
Uma vez que o primeiro imperador, César Augusto, sempre recusou admitir-se como tal, é difícil determinar o momento em que o Império Romano começou. Por conveniência, coloca-se o fim da República em 27 a.C., data em que César Augusto adquire este cognome e em que começa, oficialmente, a governar sem parceiros. Outra corrente de historiadores coloca o princípio do Império em 14 AD, ano da morte de Augusto e da sua sucessão por Tibério.
Tibério
Nos meios académicos, discutiu-se bastante a razão pela qual a sociedade romana, habituada a cerca de cinco séculos de república, aceitou a passagem a um regime monárquico sucessório. A resposta centra-se no estado endémico de guerra civil que se vivia nos anos prévios a Augusto e no longo reinado de quarenta e cinco anos que se seguiu, notável pela paz interna. Com a esperança de vida média em cerca de quarenta e cinco anos, à data da morte de Augusto, o cidadão romano médio não conhecia outra forma de governação e estava já preparado para aceitar um sucessor.
O reinado de César Augusto é considerado por todos os historiadores como um período de prosperidade e expansão. Augusto, que não era especialmente dotado para a estratégia, mas tinha bons generais como Agripa na sua confiança, conquistou o Egipto, toda a península Ibérica, a Panónia, a Judeia, a Germania Inferior e Superior e colocou as fronteiras do Império nos rios Danúbio e Reno.
Tibério – Calígula – Cláudio – Nero
Os sucessores de Augusto são conhecidos pela dinastia Julio-Claudiana (que inclui Augusto), devido aos casamentos idealizados por Augusto entre a sua família, os Julii, e os patrícios Claudii. Nos primeiros anos do reinado de Tibério, não houve grandes mudanças políticas ou organizativas em relação aos princípios estabelecidos por Augusto. No entanto, com o passar do tempo, a instabilidade surgiu dentro da própria família imperial. Tibério tornou-se paranóico com possíveis conspirações e tentativas de golpe de estado, chegando, em 26, a retirar-se para a ilha de Capri de onde governou por procuração até ao fim da vida. Em consequência, mandou matar ou executar grande parte da sua família e senadores de destaque, provocando uma sensação de desconforto generalizada. O seu sucessor Calígula cresceu neste ambiente e mostrou-se um imperador igualmente instável. As perseguições tornaram-se norma e durante estes reinados muitas das famílias tradicionais romanas chegaram ao fim devido a assassinatos e execuções que se prolongaram pelos reinados de Cláudio e Nero. Em 68, a classe política tinha chegado ao limite de resistência a tanta insegurança política. Depois de alguns erros estratégicos graves e de ter arruinado as finanças do estado em aventuras como a construção do seu palácio dourado, Nero é declarado um inimigo do estado e declarado fora da lei. Fugindo de Roma acompanhado apenas pelo seu secretário, o imperador acaba por se suicidar antes de ser apanhado pela guarda pretoriana que ia em seu encalço. Com a sua morte, desaparecia a dinastia Julio-Claudiana e Roma acabaria por encontrar alguma estabilidade política, mas não imediatamente, como se verá mais em baixo.
Do ponto de vista organizativo, como já se disse, pouco mudou em relação ao estabelecido por Augusto. Apenas Cláudio introduziu algumas reformas e procurou a prosperidade do império, talvez porque à data da sua ascensão ao trono era já um homem maduro. Cláudio foi ainda o responsável pela iniciativa da invasão romana das ilhas britânicas em 43, que se saldou pela adição de mais uma província ao império. Em 64, durante o reinado de Nero, Roma foi consumida por um violento incêndio (do qual o próprio imperador é muitas vezes erroneamente considerado culpado) e começaram as perseguições aos cristãos. Os Julio-Claudianos foram eficazes em espalhar o culto imperial. Alguns deles, como Cláudio, foram deificados durante a sua vida e elevaram à dignidade divina muitos dos seus familiares (alguns subsequentemente assassinados)
Ano dos quatro imperadores – Vespasiano – Tito – Domiciano
Depois do suicídio de Nero, Servius Sulpicius Galba, um velho senador pertencente aos Sulpicii, uma velha família aristocrática, torna-se imperador por nomeação senatorial. O seu reinado não começou bem. Durante a viagem da Hispania para Roma, Galba não hesitou em espalhar o caos e a destruição pelas cidades que não lhe prestavam honras imperiais de imediato. Em Roma, substituiu grande parte das chefias militares e depressa se revelou tão paranóico como os seus antecessores. A gota d'água foi a sua recusa em conceder os prémios monetários às legiões e guarda pretoriana que o apoiaram. Organizou-se um golpe de estado e em Janeiro de 69, Galba foi assassinado pelos pretorianos no Fórum, juntamente com o seu sucessor designado. Em Roma, saudou-se Marcus Salvius Otho como novo imperador, mas no Reno as legiões aclamaram Aulus Vitelius, que de imediato iniciou a marcha para Roma. Em Abril, Vitélio derrota Marcus Salvius Otho e torna-se o único imperador, mas pouco tempo depois, o exército estacionado na Judeia aclama o seu comandante Vespasiano como imperador. Durante a segunda metade do ano, todas as províncias foram-se declarando por Vespasiano e Vitélio perdeu terreno. Finalmente, a 20 de Dezembro, as tropas de Vespasiano entram em Roma e assassinam Vitélio. Vespasiano torna-se então o único imperador e dá início à dinastia Flaviana.
Vespasiano (Titus Flavius Vespasianus) mostrou ser um imperador responsável e razoável em comparação dos excessos perpetrados pelos Julio-Claudianos. Apesar de ser um autocrata que pouca ou nenhuma importância política dava ao senado, Vespasiano procurou reorganizar o exército, as finanças do estado e a sociedade romana. Aumentou os impostos, mas erigiu grandes obras, como o Coliseu de Roma conhecido na altura como Anfiteatro Flaviano. Como antigo governador e general, Vespasiano sabia qual o melhor para as províncias e como manter o exército satisfeito, tudo condições indispensáveis para a estabilidade de um reinado. O seu filho Tito sucedeu-lhe em 79. Prometia ser um imperador à altura do seu pai, mas o seu breve reinado foi marcado por catástrofes. A 24 de Agosto do mesmo ano, o vulcão Vesúvio destruiu as cidades de Pompeia e Herculano e em 80, Roma foi de novo consumida por um incêndio. Em 81, Tito é sucedido pelo irmão Domiciano, que haveria de se mostrar pouco à altura das capacidades dos seus familiares. Assim como na dinastia Julio-Claudiana, o que começou por ser um período de prosperidade, depressa caiu em instabilidade política. Domiciano era tão paranóico como Calígula ou Nero e as atrocidades do seu reinado valeram-lhe o epíteto de pior imperador de sempre. Quando em 96 Domiciano é assassinado, Roma encontra-se bastante céptica quanto à validade do modelo dinástico e a sucessão imperial evoluiu para o conceito do mais apto. Esta mudança deu origem ao período dos cinco bons imperadores.
Nerva – Trajano – Adriano – Antonino Pio – Marco Aurélio
Marco Aurélio
Depois do assassinato de Domiciano, o senado nomeou Nerva imperador de Roma. Apesar de ser já de meia idade e de não ter descendentes, Nerva era um homem considerado capaz, quer do ponto de vista militar quer do ponto de vista administrativo, mas sobretudo racional e confiável. A falta de filhos revelou ser uma vantagem, pois a sua sucessão foi determinada pelo valor do candidato e não por critérios familiares, apesar de Trajano ter sido formalmente adoptado por Nerva. Trajano, Adriano e Antonino Pio seguiram a mesma política de nomear o sucessor mais apto, o que resultou num período de estabilidade conhecido como os cinco bons imperadores. Durante o reinado destes cinco homens Roma prosperou e atingiu o seu pico civilizacional, dizem que o nível civilizacional alcançado durante este periodo só foi novamente alcançado na Inglaterra do século XVIII. Trajano foi o responsável pela extensão máxima do Império em 117, ao estender a fronteira Este até incluir a Mesopotâmia na alçada de Roma. O seu sucessor Adriano soube manter a enorme área do império e reconhecer que não valia a pena extende-lo mais. Deu as conquistas por terminadas e construiu a muralha de Adriano no Norte de Inglaterra como símbolo do fim do Império. Este período de manutenção, por oposição a conquista, ficou conhecido como a Pax Romana.
O ciclo de prosperidade terminou quando Marco Aurélio designou para sucessor, não o homem mais apto, mas o seu filho Cómodo, que se haveria pouco à altura do seu pai e seus antecessores. Como na dinastia Julio-Claudiana (Nero) e Flaviana (Domiciano), um período de prosperidade foi seguido por uma governação errática por um homem paranóico, neste caso Cómodo, que incentiva a revolta dos seus súbditos. Cómodo foi assassinado em 193, mas o Império caiu numa grave crise dinástica e social.
O fim do século II foi marcado por mais uma guerra civil de sucessão. Septímio Severo acabou por assegurar a coroa imperial e levar o Império para um breve período de estabilidade. Os seus sucessores, no entanto, não tiveram a mesma sorte. Entre a morte de Severo em 211 e o início da tetrarquia em 285, o Império teve 28 imperadores, dos quais apenas 2 faleceram por causas naturais (de peste). Contemporaneamente, estão registados 38 usurpadores romanos, dos quais bastantes se tornaram imperadores de pleno direito. Para além da crise política endémica, o século III foi marcado pelo início das invasões dos povos bárbaros que habitavam as zonas fronteiriças do Império.
Fim da Era Dourada (193 - 197)
O reinado de Cómodo foi marcado por excessos vários, tendo sido terminado pelo seu assassinato (31 de Dezembro de 192); foi sucedido pelo seu prefeito do pretório, Pertinax, um homem de origem humilde e que, ao fim de escassos três meses como imperador, acabou por sua vez por morrer às mãos dos pretorianos. Seguiu-se uma situação caricata, em que a Guarda Pretoriana pôs o Império em leilão, tendo este sido ganho por Dídio Juliano, ao oferecer um donativum maior (193).
A situação não durou muito, pelo que nas províncias vários generais se declararam eles próprios imperadores (Clódio Albino na Gália, Pescénio Niger na Síria e Septímio Severo na Panónia), tendo sido Severo quem ganhou após alguns anos de guerra cívil (197).
Os Severos (193 - 235)
Tendo-se tornado imperador, Septímio Severo tornou o Império efectivamente numa monarquia militar, em mais um passo na direcção do Dominato; teve dois filhos, Caracala e Geta, que após a sua morte (211), degladiaram-se entre si, tendo Caracala assassinado Geta (Dezembro 211).
Caracala tornou-se desconfiado, tendo favorecido os soldados; foi morto por um membro da sua guarda, presumivelmente a mando do seu prefeito do pretório, Macrino, o qual se declarou imperador (217). Uma irmã da mulher de Septimo Severo, Júlia Maesa, conseguiu subornar uma legião e fazer com que declarassem o seu neto Heliogábalo, na verdade primo de Caracala, como seu filho e verdadeiro sucessor, tendo a revolta sido bem sucedida e Macrino morto (218).
O reinado de Heliogábalo foi marcado por excessos, que levaram a que a sua avó, mudasse o seu apoio para um primo, Alexandre Severo e que Heliogábalo e sua mãe fossem mortos (Março 222).
Sob Alexandre Severo, o império prosperou, mas começaram os primeiros problemas: invasão dos Persas Sassânidas (233), invasões de povos germânicos e o imperador, que preferia negociar a paz, em troca de tributo, que travar a guerra foi morto em Mogúncia (Março(?) 235), junto com a sua mãe, por tropas revoltadas ao verem tanto ouro ser dado aos bárbaros.
Anarquia militar: os imperadores-soldados (235 - 285)
Durante os próximos 50 anos, o império iria sofrer usurpações, derrotas e fragmentação; imperadores seriam assassinados, mortos em batalha ou pelos seus rivais, num desespero para encontrar uma solução e por fim, surgiria o Dominato, a monarquia absoluta, a qual removeria os poucos traços republicanos que Roma ainda conservava, por forma a dar ao império um último fôlego.
Maximino e os Gordianos (235 - 244)
Após a morte de Alexandre Severo, o império caia uma vez mais nas mãos dos generais. Maximino, o Trácio é proclamado imperador pelas tropas e durante três anos prossegue com a guerra, devastando os povos germânicos; como este esforço militar exigia muito dinheiro, começaram a aumentar os abusos por parte dos funcionários imperiais em relação aos impostos.
Em Africa, esses abusos foram notórios e provocaram uma revolta (238).
Proclamaram imperador o senador Gordiano, o qual associou o seu filho, Gordiano II, tendo o senado de Roma reconhecido a nomeação; Gordiano II foi morto numa batalha, e Gordiano I suicidou-se ao saber da notícia. Maximino, ao tentar dirigir-se a Roma para suprimir a revolta, deparou-se com resistência inesperada por parte da cidade de Aquileia, e os seus soldados, furiosos, mataram-no. O neto de Gordiano, Gordiano III, foi proclamado imperador e aceite por todos.
Entretanto a situação do império complicava-se. No Oriente, começa uma guerra contra os Sassânidas; Gordiano III enfrenta-a, mas morre em batalha ou é morto durante a retirada (244). O seu prefeito do pretório, Filipe, proclama-se imperador.
Usurpadores e Derrotas (244 - 253)
Filipe celebra o milénio de Roma (247) com pompa e fausto. Mas a situação volta a piorar. Generais nas provincias revoltam-se e proclamam-se imperadores. Ao tentar lidar com um deles, Décio, o comandante que Filipe despachara para lidar com a revolta é por sua vez proclamado imperador; defronta Filipe em batalha e este é morto pelas tropas (249).
Décio, o novo imperador, adoptou uma política dura e conservadora como forma de lidar com os problemas do império; assim, perseguiu os cristãos e travou guerra contra os Godos, na qual acabaria por ser derrotado e morto (251). Outros usurpadores ocuparam brevemente o trono durante este tempo. Em 253, Valeriano ascenderia por sua vez ao trono, e com ele, o império iria descer ao seu ponto mais baixo.
Valeriano e Galieno: Fragmentação e Derrota, Soluções para o Futuro (253 - 268)
Valeriano associa ao trono o seu filho Galieno, atribuindo-lhe a parte ocidental do império e reservando para ele a parte oriental. Durante este tempo, o império estava a ser invadido por vários povos (Godos,Alamanes), e ao mesmo tempo surgiam usurpadores. Em 258, Póstumo declara-se imperador na Gália, dando origem assim ao Império das Gálias, ao qual Galieno, demasiado fraco, não pode opôr-se com eficácia. No Oriente, os Persas avançam, Valeriano tenta travá-los, tendo algum sucesso ao início, mas com o Exército Romano dizimado pela peste, tenta negociar a paz com rei sassânida Shahpur I, apenas para se ver aprisionado, humilhado e mais tarde morto (260).
O seu filho Galieno tenta manter a notícia da captura e morte do seu pai um segredo, mas apenas o consegue durante um ano; por esta altura, desencadeia-se uma chuva de usurpações, em parte como resposta local às situações de necessidade perante as invasões, em parte como tentativa de dar solução aos problemas. Galieno, demasiado ocupado a derrotar usurpadores e invasores diversos, deixa que no Ocidente, o Império das Gálias se desenvolva e no Oriente, que o reino de Palmira se apodere de território romano, mas que Roma já não está em condições de defender.
Aos poucos, a situação vai melhorando: Galieno consegue ir derrotando ou ver assassinados sucessivamente os seus rivais, reforma o Exército e consegue uma grande vitória contra os bárbaros (268) antes de ser assassinado; no Oriente, o reino de Palmira, inicialmente sob o comando de Odenato, e mais tarde, da sua viúva, Zenóbia, consegue deter os Persas, mas apoderando-se cada vez mais de território romano. Caberá aos sucessores de Galieno recuperarem e reunificarem o Império pela primeira vez em 15 anos.
Recuperação e Estabilização (268 - 285)
A recuperação do Império veio por fases: Claúdio II, o sucessor de Galieno, começa por inflingir uma grande derrota aos Godos (270), mas atingido pela peste, morre antes de poder restaurar o Império. Aureliano, o seu sucessor, será mais bem sucedido. Em 4 anos, reincorpora no Império as Gálias e derrota Zenóbia, recuperando assim o Oriente. Sinal dos tempos, dota Roma da sua primeira muralha desde as invasões Gaulesas. Administrador duro e competente, está prestes a iniciar uma guerra contra os Persas, quando é assassinado (275); com ele, pela primeira vez, os imperadores romanos são adorados como deuses em vida.
Após alguns anos, em que o Império mergulha uma vez mais na anarquia e na invasão, surge um novo e eficaz imperador, Probo (276 - 282), que consegue estabilizar a situação. Após o seu assassínio e os breves reinados de Caro e dos seus filhos, eis que surge o homem que irá enfim pôr ordem no império, Diocleciano (285).
Tetrarquia
A Tetrarquia foi um sistema de governo criado pelo imperador romano Diocleciano por forma a resolver o sérios problemas militares e económicos que o império romano vinha enfrentando.
O Império cristão
O Império Romano passou a ser um Império Cristão no ano de 313 d.C., com o Édito de Milão, assinado durante o império de Constantino I (no Oriente) e Licínio (no Ocidente), no mesmo dia em que ocorreu o casamento de Licínio com Constantia, irmã do imperador da porção oriental do Império. Com este Édito, o cristianismo deixou de ser proibido e passou a ser uma das religiões oficiais do Império.
religiões.]]
O Cristianismo tornou-se a única religião oficial de Roma sob Teodósio I (379-395 d.C.). Inicialmente, o imperador detinha o controle da igreja. A decisão não foi aceita uniformemente por todo o Império; o paganismo ainda tinha um número muito significativo de adeptos. Uma das medidas de Teodósio I para que sua decisão fosse ratificada foi tratar com rigidez aqueles que se opuseram à ela. O massacre de Tessalônica devido a uma rebelião pagã deixa clara esta posiçao do imperador. Um dos conflitos entre a nova religião do Império com a tradição pagã era devido à condenação da homossexualidade, uma prática comum na Grécia antes e durante o domínio romano.
O imperador chegou a ser proibido pelo bispo Ambrósio de entrar em uma igreja sem que antes fizesse uma confissão pública. Teodósio I o fez, e a partir de então o poder da Igreja iniciou seu crescimento. A Igreja ganharia tamanho poder que acabou sendo um dos fatores que deram sobrevida ao Império do Oriente.
A divisão
Depois da morte de Teodoso, o Império se dividiu em dois(o império ocidental e oriental).
O fim do Império
O Império Romano sofreu invasão dos bárbaros (qualquer povo não-romano ou não-dominado-pelos-romanos) e, já enfraquecido, não conseguiu guerrear, vindo à ruína o maior e mais bem formado Império de todos os tempos.
A adopção do Cristianismo e a queda de Roma
Uma das questões sociológicas mais debatidas ao longo da história é a questão de saber se o Cristianismo contribuiu ou não para a queda do Império Romano do Ocidente.
- Santo Agostinho, pensador e religioso cristão do século V, refutava esta conexão.
- Edward Gibbon e David Hume, propagadores da ideologia do Iluminismo no século XVIII, foram da opinião contrária.
O Cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano em 380. O Império Romano do Ocidente cairia cerca de 100 anos depois. (Ver Cristianismo).
Entre os séculos II e III, séculos em que o Cristianismo ganhou cada vez mais adeptos entre os Romanos, o Império começou a sentir os sinais da crise.
A diminuição do número de escravos, as rebeliões nas províncias, a anarquia militar e as invasões bárbaras.
Com relação às invasões, é importante notar que a região européia do império passou a ser ocupada por povos nômades, de diferentes origens e em alguns casos, que realizavam um processo de migração, ou seja, sem a utilização de guerra contra os romanos. Vários desses povos foram considerados aliados de Roma e o império romano foi dividido por causa de invasores em quase toda parte de Roma.
Por outro lado, quando se fala em "sinais da crise" que estariam pretensamente relacionados ao cristianismo, na verdade se fala de um período extremamente conturbado no qual Império chegou a estar muito perto da derrocada. Por volta de 285, o imperador Diocleciano salvou o Império Romano do colapso, dando a ele um último fôlego. Tudo isso já ocorria numa época em que os cristãos eram somente uma minoria marginalizada.
A tentativa de responsabilizar o cristianismo pelos fortes problemas vividos em Roma durante os séculos II e III fica bastante enfraquecida quando se percebe que mesmo no início do século IV apenas 5 a 7 por cento dos romanos tinham se tornado cristãos; quase todos eles na parte Oriental do império, exatamente o lado que permanecera mais forte e estruturado durante a crise.
Além disso, mesmo na época da queda definitiva de Roma, o lado oriental continuava sendo o mais cristianizado. E foi esse lado mais cristão que continuou de pé na forma do Império Bizantino.
Tópicos relacionados com o Império Romano
- Imperador Romano - Lista de imperadores romanos
- Império Gaulês – Lista de imperadores gauleses
- Império Bizantino – Lista de imperadores bizantinos
- Outros tópicos relacionados com Roma Antiga
Fontes
Autores latinos
:Suetónio – Os doze Césares, biografias de Júlio César e dos 11 primeiros imperadores
:Tácito
:Ammianus Marcellinus
Autores gregos
:Eusébio de Cesareia
:Sozomen
Fontes modernas
:Edward Gibbon, A história do declínio e queda do império romano
Categoria:Roma Antiga
ja:ローマ帝国
ko:로마 제국
simple:Roman Empire
Hispânia
Hispânia era o nome dado à Península Ibérica e englobava diferentes províncias romanas: a Lusitânia, a Gallaecia, a Hispânia Bética (anteriormente Hispânia Ulterior) e a Hispânia Terraconense (que suplantou a Hispânia Citerior).
- Geografia romana em Portugal
- Geografia romana na Espanha
72 adC__NOTOC__
Siglo: Tabla anual siglo I adC (siglo II adC - siglo I adC - siglo I)
Década: Años 30 adC - Años 40 adC - Años 50 adC - Años 60 adC - Años 70 adC - Años 80 adC - Años 90 adC - Años 100 adC - Años 110 adC - Años 120 adC
Años: 77 adC - 76 adC - 75 adC - 74 adC - 73 adC - 72 adC - 71 adC - 70 adC - 69 adC - 68 adC - 67 adC
----
Acontecimientos:
Fallecimientos:
Nacimientos:
----
Si realiza alguna aportación en este sentido, le rogamos que consulte previamente la sección de plantillas de cronología, para así lograr una coherencia entre todos los autores.
Categoría: Siglo I adC
nadwaga gry sportowe doda cytaty praca za granic
|
|
|
| :: RELATED NEWS :: |
Simyo
Simyo isch d erst "No frills"-Mobilfunkonbieter in Dütschland. S Unternehme setzt uf ei rund-um-d-Uhr ei Pris Tarif, wiä berits dävor des o2/Tchibo-Gmeinschaftsprojekt "Tchibo Mobil" mit grossim Erfolg au. Grundgbyhre, Mindeschtvertragslaufzyte oda Mindeschtumsatz gibts nit. Dôdurch gibts aba
|
Scirii
Scirians (cf. Shire) isch d gmeinsomä Nome fyr ä Ônzahl vun germanische Stämm in Oscht-Europa gsi. Im 4. Johrhundert hän diä in d Karpaten gläbt. Därt sin s vun d Hunne votriebe worre. Donoch ware s ä Teil vun d
|
Nationalencyklopedin
S Nationalencyklopedin ischs vollständischt zytgmässe schwedischsprôchige Lexikon. S isch vun 'ra Regierungsschpend initiiert worre.
D gdruckt Version bstäht us zwonzig Bänd mit 172.000 Artikel. D Internet Usgab isch ä bisl grösser gworre (260.000 Artikel im
|
Schwedische Nationalenzyklopädie
S Nationalencyklopedin ischs vollständischt zytgmässe schwedischsprôchige Lexikon. S isch vun 'ra Regierungsschpend initiiert worre.
D gdruckt Version bstäht us zwonzig Bänd mit 172.000 Artikel. D Internet Usgab isch ä bisl grösser gworre (260.000 Artikel im
|
Federbach
]
De Federbach isch en langer Bach in Nordbaade, zwische Karlsruhe un Rastatt. Der Bach isch 24 km lang un fließt durch folgende Ort:
Muggene, Rastatter Grenz zu Etje, Etje,
|
Durmesche
Durmersheim, oda alemannisch Durmesche, isch e kleens Städtl in Baden, in da näh von Karlsruh un hat etwas üwwer 13.000 Einwohna.
Die Schdadt wurd vor 1000 Joar gegründet un hat mo zum Kloster Weißeburg ghört.
Außerdem gibts noch en kenerer Stadtteil, un zwar Würmesche un hat 2500 Eiwohna.
Kategorie:Ort in Bade
|
Ötigheim
Etje, hochdaitsch Ötigheim, isch e Dorf nördlich vo Rastatt un hat etwas üwwer 4000 Eiwohna. Ggründet wurd des Dörfle vor ca. 1000 Joar. D Endung -heim lässt druf schließe, dass Etje von de Franke gründet wurd.
Flüss und Natur
Durch s Dorf fließt de Federbach. Außerdem hat Etje en Teil vom Hardtwald, aba nur bissl im Oschte.
Verkehr
|
Steinmauern
Steinmauern isch e Dorf bei Rastatt un hat um die 2500 Eiwohna.
Nachbarort
Rund um Steinmaure sin diise Ort:
- Elchesheim-Illingen
- Etje
- Rastatt
- Rastatt-Plittersdorf
De nächste Fluss isch de Rhein, un d Murg m
|
Dytschland
D`Bundesrepublik Ditschlånd (kurz Dytschland, Düütschland oder abgkürzt BRD) isch an Schtaat in Mittleuropa und hot gmiinsame Grenza mit Dänemark, Pole, Tschechien, Eeschdtriich, dr Schwiiz, Frankroich,
|
Saarland
Es Saarland isch eis vo der 16 Bundesländer in Dytschland, un het rund 1.054.580 Ywohner uf na Fläche vo 2.568,65 km².
D Hauptstadt isch Saarbrücke un het knapp 200.000 Ywohner.
Laag
Es Saarland isch im Südweschte vo Dytschland, umschlosse vo Riinland-Pfalz. De nächschte un beka
|
|